As arrecadações globais da edição musical subiram para quase €14,6 bilhões (US$ 15,89 bilhões) em 2025, um aumento de 11,9% em relação aos €12,6 bilhões do ano anterior, segundo o mais recente Relatório Global de Arrecadações da CISAC. O diretor-geral da organização, Gadi Oron, afirmou que o crescimento refletiu a resiliência da gestão coletiva e a demanda contínua por obras criativas.

Mais da metade do aumento relatado veio da inclusão, pela primeira vez, da receita arrecadada pelo Mechanical Licensing Collective (MLC) dos EUA. O crescimento orgânico respondeu por cerca de 5,3 pontos percentuais, uma taxa que superou o aumento de 4,8% na receita das gravadoras informado pela IFPI para 2025.

O digital foi a maior fonte de royalties da edição musical, contribuindo com 45,6% do total. As arrecadações digitais chegaram a €6,41 bilhões, um aumento de 28% em relação aos €5,01 bilhões de 2024, embora o relatório da CISAC tenha observado que a inclusão do MLC teve um efeito significativo nessa categoria.

Música ambiente e concertos ficaram em segundo lugar, gerando €3,624 bilhões, ou 25,8% da receita de edição, um aumento de 7,2% em relação ao ano anterior. As demais categorias relatadas registraram queda: a receita de televisão e rádio recuou 3,1%, para €3,315 bilhões, enquanto CDs e vídeos caíram 8,9%, para €326 milhões. Os royalties por cópia privada diminuíram 6,7%, para €252 milhões; a receita de sincronização caiu de €62 milhões para €58 milhões; e outras fontes de licenciamento recuaram 24,1%, para €70 milhões.

A CISAC também destacou a incerteza em torno da inteligência artificial e seus efeitos sobre o modelo econômico do trabalho criativo. Oron descreveu a IA, os novos modelos de negócios e as mudanças nos padrões de consumo como o “maior teste” da confederação, acrescentando que a questão é saber se os sistemas que protegem os direitos dos criadores conseguem se adaptar com rapidez suficiente. Ele afirmou que a CISAC e suas organizações-membro estão participando de consultas e processos de elaboração de políticas em todo o mundo.

O presidente da CISAC e cofundador do ABBA, Björn Ulvaeus, disse que a criatividade humana deve ser valorizada e protegida. Ele expressou esperança de que a IA possa inspirar um novo capítulo para a criatividade humana, em vez de diminuí-la.

Por região, a Europa Ocidental gerou a maior parcela dos royalties de edição, com 45,2% do total, seguida pela América do Norte, com 31,6%, e pela Ásia-Pacífico, com 13,3%. A América Latina respondeu por 5,6%, a Europa Central e Oriental por 3,8% e a África por 0,5%. Os Estados Unidos foram o maior mercado nacional, seguidos por França, Reino Unido, Alemanha e Japão.

Incluindo os royalties de literatura, dramaturgia, artes visuais e obras audiovisuais, a CISAC informou arrecadações totais de €15,5 bilhões em 2025, um aumento de 11,3% em relação ao ano anterior. A CISAC representa 225 organizações de gestão coletiva em 110 países e territórios.

Fontes: Billboard.