A exposição "Une histoire du cinéma français : héritages maghrébins", no Musée national de l'histoire de l'immigration, sediado no Palais de la Porte-Dorée, no 12.º arrondissement de Paris, examina como o cinema francês foi moldado por artistas de origem magrebina. Ela revisita sessenta anos de produção cinematográfica e de narrativas, dos anos 1960 até o presente, na França pós-colonial.
Entre as figuras abordadas estão Hafsia Herzi, Reda Kateb, Leïla Bekhti, Tahar Rahim, Isabelle Adjani, Samir Guesmi, Camelia Jordana e Abdellatif Kechiche, todos nomes familiares do cinema francês que também têm origens magrebinas — argelinas para a maioria, e também marroquinas ou tunisianas. A exposição também examina figuras anteriores, como o ator Mohamed Zinet (1932-1995) e o cineasta Mehdi Charef (1952-2026), traçando trajetórias individuais enquanto pergunta se uma história coletiva pode ser construída a partir delas.
A co-curadora Clémentine Deroudille, que organizou a mostra com Lucile Humbert Beldjoudi, afirmou: "Com esta exposição, estamos tecendo uma história que nunca foi contada. Este é apenas o começo; haverá outros fios a puxar." A exposição foi inaugurada no sábado, 31 de outubro.
Fontes: Le Monde Culture.