A atual turnê mundial do Morat incluiu seis shows com ingressos esgotados em Bogotá, seis em Buenos Aires e seis em Santiago, no Chile, atraindo mais de 250.000 fãs ao longo desses 18 concertos. O quarteto colombiano de pop-rock também se apresentou por quatro noites na Movistar Arena de Madri, com mais sete shows programados no Palacio de los Deportes, na Cidade do México.
Os números vêm na esteira de uma turnê de estádios ainda maior, dois anos atrás, quando a banda vendeu mais de um milhão de ingressos em 14 países. O Morat também se apresentou no Coachella no início deste ano, apesar de fazer música fora dos estilos reggaeton e trap frequentemente associados ao sucesso global da música latina.
O baixista Simón Vargas disse à Consequence Latino que o grupo não faz necessariamente o tipo de música que ouvintes pouco familiarizados com a música em espanhol identificariam imediatamente como “latina”. Ele comparou a variedade de estilos na música em espanhol à diversidade encontrada na música em inglês, do R&B e hip-hop ao rock e metal.
A banda afirma que quer que sua música alcance um público amplo sem deixar de preservar sua identidade. O baterista Martín Vargas disse que o Morat presta atenção ao que os ouvintes estão escutando e considera como essas tendências se relacionam com o som próprio do grupo. Já o vocalista principal e guitarrista Juan Pablo Isaza alertou contra compor todas as músicas pensando no potencial de sucesso, afirmando que essa abordagem poderia ameaçar a personalidade da música.
Isaza disse que o grupo compõe algumas músicas pensando em um público amplo, enquanto outras são criadas mais para a própria banda. Ele descreveu a manutenção desse equilíbrio como uma parte importante da abordagem do Morat diante da pressão comercial na indústria da música latina.
A relação da banda com seu público também influenciou seus lançamentos. Em outubro, o Morat lançou “Me Mata” após uma campanha nas redes sociais liderada por fãs, refletindo uma comunidade que participa ativamente da trajetória do grupo.
Isaza citou artistas como Ricardo Arjona, Juanes, Jorge Drexler e Soda Stereo como exemplos de músicos cujas carreiras a banda admira. Ele disse que, com a experiência, o Morat passou a apreciar não apenas a música de outros artistas, mas também a maneira como eles conduziram suas carreiras.
As turnês deram ao quarteto a oportunidade de observar as diferenças entre os públicos de cada país. O guitarrista e vocalista Juan Pablo Villamil disse que os públicos dos Estados Unidos reúnem pessoas de diferentes culturas por meio da língua espanhola e da identidade latina, além de compartilharem um sentimento de nostalgia e conexão com suas raízes.
O Morat deve iniciar a etapa final da turnê nos Estados Unidos em fevereiro de 2027, com datas em mais de 12 cidades, incluindo Los Angeles, Miami e Chicago. Isaza disse que o grupo está voltando como uma versão mais madura de si mesmo e com um show ao vivo substancialmente reformulado.
Fontes: Consequence.