Após uma apresentação muito bem recebida no festival Monsters of Rock de 2025, a banda sueca Opeth está voltando ao Brasil para dois shows: na quinta-feira, na Ópera de Arame, em Curitiba, e na sexta-feira, no Espaço Unimed, em São Paulo. O guitarrista Fredrik Åkesson diz que os shows serão mais longos do que a apresentação da banda no festival, terão cerca de duas horas e percorrerão seu extenso catálogo.
O Opeth também apresentará material de seu álbum mais recente, “The Last Will & Testament”, de 2024, o 14º lançamento de estúdio do grupo. Formada em Estocolmo em 1990, a banda é conhecida por suas canções de metal progressivo influenciadas pela música clássica, pelo blues e pelo folk. Åkesson diz que acha difícil definir o som do Opeth, descrevendo-o, em vez disso, como uma mistura dos interesses da banda e das ideias do vocalista, guitarrista e principal compositor Mikael Åkerfeldt.
“The Last Will & Testament” é um álbum conceitual ambientado no período após a Primeira Guerra Mundial. A história acompanha um homem rico cujo testamento revela segredos perturbadores sobre sua família. Ian Anderson, flautista e líder do Jethro Tull, participa de cinco faixas, tocando flauta e fazendo a narração. Åkesson, que admira o Jethro Tull desde os 12 anos, descreveu como surreal a gravação com Anderson.
Åkesson, 54, está no Opeth há 19 anos. Antes de entrar para a banda, passou vários anos no grupo sueco de hard rock Talisman. Ele diz que os discos cada vez mais elaborados do Opeth mantiveram o trabalho desafiador, incentivando-o a experimentar coisas diferentes.
A formação atual conta com Åkerfeldt nos vocais e na guitarra, Åkesson na guitarra, Martín Méndez no baixo, Joakim Svalberg nos teclados e Waltteri Väyrynen na bateria. “The Last Will & Testament” foi o primeiro álbum de estúdio do Opeth com Väyrynen.
Åkesson cresceu em Upplands Väsby, ao norte de Estocolmo, e começou a ter aulas particulares de guitarra na adolescência. No início dos seus vinte anos, estudou teoria musical e história da música popular. Ele cita o álbum de estreia de Yngwie Malmsteen, de 1984, “Rising Force”, como uma influência decisiva, junto com o rock clássico e grupos britânicos de metal, incluindo Rainbow, AC/DC, Iron Maiden e Saxon.
Fontes: Folha Ilustrada.
