Um juiz ordenou que Faith Evans distribua US$ 14 milhões em lucros do espólio de The Notorious B.I.G. a um fundo fiduciário criado pela mãe do rapper, Voletta Wallace, antes de sua morte no ano passado. A decisão resolve uma ação movida por Wayne Barrow, ex-empresário de Biggie, que administra o fundo.
A disputa girava em torno de saber se o fundo havia herdado a participação de 25% de Wallace nos lucros do espólio. Grande parte do dinheiro em questão veio de um acordo de catálogo de 2025 com a Primary Wave, que adquiriu uma participação nos direitos autorais e nos direitos de imagem do rapper. O juiz havia decidido a favor de Barrow em agosto, e a decisão mais recente estabelece o valor que Evans deve pagar.
A decisão pode encerrar o caso entre Barrow e Evans, caso não seja revertida em recurso. Ela não resolve uma ação separada movida pelo filho de Biggie, CJ, que alega que Barrow manipulou Wallace para que ela lhe desse controle total sobre o espólio. Barrow negou as acusações e disse que Evans orquestrou a ação; os advogados dela negaram essa alegação. O caso ainda está em seus estágios iniciais.
Outros casos de direito musical destacados nesta semana incluem a rápida resolução de uma ação contra o My Chemical Romance. As Dallas Cowboys Cheerleaders haviam processado a banda pelo uso de uniformes semelhantes aos delas, e o caso terminou depois que o grupo prometeu não usá-los em apresentações futuras. Documentos judiciais apresentados posteriormente disseram que evitar os uniformes já fazia parte dos planos da banda.
Uma ação por violação de direitos autorais que acusava Drake de se apropriar do refrão de seu sucesso “Janice STFU” foi retirada duas semanas após ter sido apresentada. A equipe de Drake havia acusado o autor da ação de fabricar provas. Em outro caso, um juiz decidiu que a Universal Music Group pode continuar tentando recuperar o que chama de primeira gravação conhecida dos Beatles, que está no espólio de um ex-engenheiro de som de Abbey Road.
Fontes: Billboard.