O democrata Scott Colom parecia prestes a derrotar a senadora republicana Cindy Hyde-Smith no Mississippi na quarta-feira, embora o resultado da disputa ainda não tivesse sido anunciado. Colom, promotor distrital, liderava por cerca de 2.000 votos enquanto as autoridades continuavam apurando cédulas em vários condados, incluindo o condado de Hinds, onde estava à frente por cerca de 60 pontos percentuais.
“Acho que qualquer pessoa que consiga olhar para os números deve ser capaz de saber para onde isso está caminhando”, disse Colom a repórteres na manhã de quarta-feira, acrescentando que estava confiante de que seria o próximo senador do estado.
A disputa seria uma virada surpreendente em um estado que não elege um senador democrata desde que John C. Stennis se aposentou, na década de 1980. O caminho de Colom foi dificultado pela decisão de Ty Pinkins, candidato democrata ao Senado em 2024, de concorrer como independente neste ano; Pinkins recebeu quase 20.000 votos. O Republican Senate Leadership Fund também forneceu mais de US$ 1 milhão em financiamento emergencial para apoiar Hyde-Smith.
A campanha de Colom destacou comentários de Hyde-Smith sobre o custo de vida, incluindo sua resposta a uma pergunta sobre os preços da carne bovina: “Há tantas proteínas para escolher.” Um anúncio da campanha transformou a declaração em um apelo aos eleitores para que escolhessem outro senador.
A disputa atraiu atenção nacional na reta final da campanha. O presidente Donald Trump visitou o Mississippi no fim de outubro para fazer campanha por Hyde-Smith, enquanto o ex-presidente Barack Obama e a ex-vice-presidente Kamala Harris viajaram posteriormente ao estado para apoiar Colom. Poucos observadores esperavam uma disputa acirrada, e a corrida havia sido pesquisada com muito menos frequência do que disputas de alto perfil para o Senado em Michigan e no Texas.
A campanha também foi marcada por um histórico pessoal entre os candidatos. Em 2023, o presidente Joe Biden indicou Colom, então promotor estadual, para um cargo vitalício de juiz federal. Hyde-Smith se opôs à indicação, que acabou sendo bloqueada. Colom disse mais tarde que, se sua indicação não tivesse sido barrada, ele não teria deixado o cargo no Judiciário federal para concorrer ao Senado.
Hyde-Smith havia declarado vitória em sua festa na noite da eleição, dizendo que impedira Colom de se tornar juiz federal e que os eleitores o haviam impedido de se tornar senador. Questionado sobre as declarações dela na quarta-feira, Colom respondeu: “Que Deus a abençoe.”
Fontes: Rolling Stone.
